Informações Gerais
O câncer de próstata afeta uma glândula localizada abaixo da bexiga e adiante do reto, cuja função é produzir sêmen, o material biológico que contém os espermatozóides. Como qualquer outro tipo de doença maligna, esse câncer também se origina da divisão e da multiplicação desordenada das células, que efetivamente formam a lesão e podem se espalhar pela corrente sangüínea, atingindo outros órgãos e tecidos do corpo.
Em decorrência do diagnóstico tardio, o câncer de próstata continua sendo o segundo tumor maligno que mais faz vítimas entre os homens, só perdendo para o câncer de pulmão. O número de casos vem crescendo mundialmente a cada ano, um pouco pela maior capacidade diagnóstica, é verdade, mas, sobretudo, pelo aumento da expectativa de vida da população mundial. A doença, afinal, tem predileção por homens com mais de 50 anos – aos 75 anos, metade da população masculina desenvolve o tumor.
Apesar da alta incidência e da elevada mortalidade associada a esse câncer, a detecção precoce aumenta muito suas chances de cura e de controle. Daí a importância do rastreamento periódico de lesões suspeitas para todo homem a partir da quinta década de vida.
Causas e Sintomas
No estágio inicial, o câncer de próstata costuma cursar de forma lenta e quase sempre sem sintomas – o que aumenta a importância do rastreamento periódico para permitir o diagnóstico precoce. Os sinais clínicos em geral surgem numa fase mais avançada da doença e incluem necessidade freqüente de urinar, principalmente durante a noite, jato urinário fraco, dor e dificuldade na hora de urinar, presença de sangue na urina, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga após a micção, dificuldade de ter ereção, gânglios aumentados na virilha e dores na região pélvica.
Convém ponderar que os sintomas relacionados com a micção se devem mais diretamente ao aumento da próstata, que pode também ser decorrente de alterações prostáticas benignas.
Como ocorre em outros tipos de câncer, os mecanismos que determinam a multiplicação exagerada das células da próstata não são conhecidos, embora se saiba que haja o envolvimento genético e a participação dos hormônios masculinos, dos quais o tumor também depende para crescer. De qualquer forma, o já mencionado avanço da idade está comprovadamente associado ao aumento da probabilidade de desenvolver câncer de próstata, assim como a história familiar.
Quem possui parentes diretos que tiveram essa doença antes dos 60 anos, como pai e irmãos, apresenta um risco de adquiri-la de três a dez vezes maior que o restante da população masculina.
É oportuno lembrar que o tumor maligno de próstata também afeta mais os afrodescendentes que outras raças. A incidência da doença entre os negros é de 37%.
Exames e Diagnósticos
Os achados ao exame clínico e os resultados de um teste laboratorial de sangue para dosar o antígeno prostático específico (PSA), um marcador bioquímico da próstata, podem levantar a suspeita do diagnóstico. A confirmação, contudo, exige uma ultra-sonografia da região acompanhada de biópsia da próstata, que consiste na extração de minúsculos fragmentos da glândula, por meio de punções feitas por via retal, para a analise da natureza de suas modificações – se benigna ou maligna.
Tratamento e Prevenção
O tratamento é individualizado e dependente do estágio clínico da doença, podendo usar isoladamente ou de forma combinada a cirurgia para a retirada da próstata, a radioterapia para reduzir as dimensões do tumor e eliminar as células malignas e a hormonioterapia, que bloqueia a ação dos hormônios masculinos com medicamentos ou mesmo com intervenções cirúrgicas, como a extração dos testículos.
A impotência sexual costuma ocorrer como resultado do tratamento em cerca de 50% a 80% dos casos, apesar de as cirurgias procurarem preservar a função erétil do indivíduo – algo mais viável em tumores menores, o que mais uma vez reforça a importância do diagnóstico precoce. Ainda assim, esse problema pode ser revertido com a variedade de recursos terapêuticos atualmente disponíveis.
Como as causas da multiplicação celular que provoca o câncer de próstata não são conhecidas, há pouco a fazer em termos de prevenção primária. De qualquer modo, algumas medidas contribuem para diminuir o risco de adquirir a doença à medida que os anos passam, como praticar exercícios físicos regularmente e manter uma alimentação saudável, pobre em gorduras de origem animal e rica em vegetais, verduras, grãos, cereais e frutas, notadamente os que contêm minerais como o selênio e antioxidantes como o licopeno, que exercem um papel comprovado na manutenção da saúde da próstata.
Contudo, a arma mais efetiva para o homem é visitar anualmente um urologista a partir dos 45 anos para rastrear a existência de lesões no estágio inicial, com exame clínico e dosagem de PSA. Para os afrodescendentes e os indivíduos com história desse câncer na família, o rastreamento deve começar mais cedo, a partir dos 40 anos. Nada muito diferente dos cuidados tomadas pelas mulheres da mesma faixa etária para prevenir e combater o câncer de mama.
Fonte: Assessoria Médica Fleury.
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